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Além do Pantanal e as cachoeiras de Chapada dos Guimarães, a região foi contemplada por outro espetáculo: o lago da Usina de Manso. Localizado a cerca de 100 quilômetros da Capital, Manso, com suas águas azuis vem se transformando em outro pólo turístico em potencial. Não é preciso ir longe para ver uma mostra do Pantanal. Com 42 mil hectares e milhões de metros cúbicos de água, o lago é hoje uma das atrações turísticas que mais crescem em Mato Grosso. O local tem uma beleza indescritível e conta com uma área ampla própria para passeios e prática de esportes aquáticos como o jet ski, pesca e o wakeboard. O cenário de manso com morros, serras e até uma “praia” é ideal para um bom passeio de barco e lazer aos finais de semana. A imensidão do lago – uma vez e meia o tamanho da Baía da Guanabara - traz a seus visitantes, um bem estar e a sensação de estar abraçado pela natureza. É água que não acaba mais. Assim é Manso: um pedaço de pantanal encravado no Paraíso da Chapada dos Guimarães. Esta é uma maravilha que ficou oculta por muitos anos e agora está conquistando a mídia. Aproveitando o clima gostoso da área e o ambiente ideal para uma casa à beira do lago, alguns empresários mostram visão inovadora e já estão apostando na área como mais uma opção forte para o turismo local. Desde quando a barragem da Usina Hidrelétrica ficou pronta, os técnicos de Furnas Centrais já preconizavam que o lago não seria morto, como muitos pensavam. A previsão era de que a fauna e a flora que viviam em função da passagem dos rios Manso e da Casca não iriam se adaptar ao novo habitat. Quase dois anos depois que as comportas foram fechadas, pouca coisa mudou. Mas, a fauna humana, foi alterada. No lugar das famílias ribeirinhas, um novo tipo de morador está surgindo na região: os ricos de Cuiabá e de cidades circunvizinhas. São empresários dispostos a pagar um alto preço para ganhar o status de ter uma casa no mais novo ‘point’ de turismo e lazer de Mato Grosso. A primeira boa divulgação da região ocorreu em fevereiro do ano passado, com a gravação do programa “No Limite 2”, da TV Globo, na fazenda Morro do Chapéu, à margem do lago. O dono da fazenda, revelou que após o programa, muita gente pediu para conhecer o lugar. No período das chuvas, o lago chega a subir até oito metros. Existem locais onde a profundidade chega a 50 metros. Quem gosta de navegar, já conta com um trecho livre de 30 quilômetros. Ao redor do lago, existem trilhas para o ecoturismo e animais silvestres típios de cerrado como o lobo-guará, macaco-prego e várias espécies de aves, que vêm, inclusive de outras regiões, como a garça do Pantanal e a águia-pescadora habitante da fronteira entre o Brasil e a Bolívia.
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